

Mais algumas fotografias no
Flickr.
Como esperava a semana pareceu mais longa que o normal, facto bastante desejável quando se quer aproveitar ao máximo a estadia. Andei muito a pé, mais do que o esperado e aconselhável. Tomei finalmente consciência que nem tudo se pode ver pelos nossos próprios pés. Os transportes públicos funcionam e até são mais baratos que cá, além de usarem o sistema inteligente do tempo, ou seja um bilhete de metro e autocarro dura 75 mins, independentemente de qualquer transbordo.
De História (re)vi muito muito, digamos que uma boa porção dos livros de História de Arte. Ver ao vivo aquilo que já nos habituámos a ver em reprodução é sempre curioso. Já me tenho surpreendido, outras desiludido. Roma surpreende. E é bonito. A dimensão das coisas é o que nos faz ficar boquiabertos e inclinar a cabeça para cima vezes sem conta. A vontade de trepar colunas ou de me agarrar às esculturas para perceber ainda melhor a pequenez do meu
pouco-mais-que-metro-e-meio era frequente.
Mas no meio de tanta delícia há a confusão de uma (duas porque fui um dia a Florença) cidade demasiado turística. Filas por todo o lado. Esperar uma hora para ver qualquer coisa não é estranho. Formatarem o nosso tempo de visita também se torna comum com tanta gente a ver o mesmo. O entusiasmo facilmente se acanha pela concentração excessiva de pessoas por metro quadrado.
No photo, no film nem sempre funciona... E o que entristece é que tem apenas a ver com questões comerciais. Proibirem o flash é compreensível, mas a fotografia em si, pelo que sei, não lança raio destrutivo algum ao mármore ao ponto de nos sentirmos perseguidos. Concordo que às vezes existe exagero, ainda mais com as máquinas digitais, mas pena é que a proibição, como já disse, exista por questões
turistico-monetário-lucrativas.
Comi muitos gelados. Boa
pasta e boa pizza. Lá lancei a bela da moeda na Fontana di Trevi, e ao que parece volta-se lá. Espero bem que sim!
E para finalizar, uma nota ao trânsito: CAÓTICO! E passadeiras? O que é isso! Não vale a pena esperar que parem, é andar e esperar que abrandem, no mínimo!